
Tagliaferro mora na Itália e, por isso, será ouvido por videoconferência
Publicado em 02/09/2025
Por Agência O Globo
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) convocou o ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), Eduardo Tagliaferro, para depor na Comissão de Segurança do Senado, nesta terça-feira. Com o início da sessão marcado para 11h, o depoimento acontecerá no mesmo momento em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) começará a ser julgado pelo STF por tentativa de golpe de Estado. Flávio confirmou ao GLOBO que não vai ao STF e não estará com o pai durante o julgamento, em virtude do depoimento de Tagliaferro. Atualmente, Tagliaferro mora na Itália e, por isso, será ouvido por videoconferência. Tagliaferro foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF) pelos crimes de tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, violação de sigilo funcional, coação no curso do processo e obstrução de investigação envolvendo organização criminosa. Somadas, as penas podem chegar a 22 anos de prisão. A denúncia se deu em processo que corre junto ao STF. No texto, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirma que o ex-assessor agiu contra a legitimidade do processo eleitoral brasileiro e atuou para prejudicar as investigações de atos antidemocráticos. Caberá ao STF decidir se aceita ou não a denúncia. Segundo a PGR, Tagliaferro “de maneira livre, consciente e voluntária, no período compreendido entre 15.05.2023 e 15.08.2024, violou sigilo funcional, ao revelar à imprensa e tornar públicos diálogos sobre assuntos sigilosos, que manteve com servidores do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral na condição de Assessor-Chefe da Assessoria Especial de Enfrentamento à Desinformação do TSE, para atender a interesses ilícitos de organização criminosa responsável por disseminar notícias fictícias contra a higidez do sistema eletrônico de votação e a atuação do STF e TSE, bem como pela tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito”.
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