
Próximos ao ex-presidente e simpáticos a Trump, representantes do mercado de armas, do agro e de supermercados buscam pontes com a gestão e ajustam discurso
Publicado em 18/08/2025
Por Agência O Globo
Afetados pelas tarifas de 50% impostas pelos EUA, entidades e empresários ligados ao ex-presidente Jair Bolsonaro e que celebraram a volta de Donald Trump à Casa Branca buscam agora uma aproximação com o governo Lula. O movimento abarca setores como o de armas e de supermercados, que, diante de prejuízos milionários e a ameaça de perda de mercados, têm procurado integrantes da gestão petista, como o vice-presidente Geraldo Alckmin, para negociar soluções e mitigar os efeitos do tarifaço. No agronegócio, a taxa marcou uma virada no discurso. A estratégia foi puxada por empresas como a Taurus, uma das maiores fabricantes de armas e munições do país. Ligado a Bolsonaro, o CEO global da companhia, Salesio Nuhs, celebrou no início do ano a posse de Trump. Ele estimou em fevereiro que a projeção de crescimento do setor tinha saído de 2% para 25% com a troca presidencial. Com o tarifaço, a situação mudou. No dia seguinte à aplicação das tarifas, as ações da Taurus registraram queda de 7%, provocando perda de mais de R$ 33 milhões em valor de mercado. Em resposta, representantes da empresa recorreram a Alckmin, também ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
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